terça-feira, 30 de março de 2010

PERTO QUERO ESTAR



Sim meu Pai, meu Deus, meu provedor, meu melhor amigo.
Perto quero estar e permanecer junto a ti.
Não importam as circuntâncias.
Pra sempre te adorarei.
Não importa o que digam, eu conheço o teu amor por mim, sei que não importa quantas vezes eu vou cair, o importante é que o Senhor estará sempre esperando para me levantar.
Com teus braços de amor e de compreensão.
Com tua paz.
Sei que esta sempre aqui.
Sinto tua presença.
Reconheço a tua voz.
Santo Deus, Pai maravilhoso.
Obrigada por tuas palavras, obrigada pelas tuas promessas, obrigada pelo teu sacrificio naquela cruz, obrigada por me amar tanto.
Santo Jesus.
Amável Espírito Santo.
Poderoso Deus.
"Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai". (Filipenses 2-9,11)
Amém

JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER

DEUS TRABALHA EM SEU FAVOR

"Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam." (Isaías 64.4).
A declaração do profeta Isaías nos traz conforto até os dias de hoje. Quando lemos um versículo como esse, nossas forças são renovadas, pois sabemos que nosso Deus não nos pede nenhum sacrifício. Ele não barganha nem negocia seu amor e seu cuidado. Ele é o Deus que dá aos seus amados enquanto eles dormem. Temos visto isso na vida dos cristãos perseguidos, que enfrentam agressões ou prisões, mas permanecem convictos da fidelidade de Deus. Descanse no Senhor. Por mais que as circunstâncias não pareçam as melhores, descanse, pois há um Deus trabalhando em seu favor. (Deborah Stafussi – Editora - Missão Portas Abertas)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ainda há tempo - Padre Fábio de Melo

Eu acho que a gente vive tão mal, que às vezes a gente precisa perder as pessoas pra descobrir o valor que elas têm. Às vezes as pessoas precisam morrer pra gente saber a importância que elas tinham, e isso aconteceu uma vez na minha vida.
Estava eu na minha casa, de manhã, quando recebi um telefonema dizendo que minha irmã estava morta. Minha irmã mais nova, cheia de vida... de repente não existe mais.
Fico pensando assim, que às vezes, na vida, o ensinamento mais doído seja esse: quando na vida nós já não temos mais a oportunidade de fazer alguma coisa, o inferno talvez seja isso - a impossibilidade de mudar alguma situação. E quando as pessoas morrem, já não há mais o que dizer, porque mortos não podem perdoar, mortos não podem sorrir, mortos não podem amar, nem tão pouco ouvir de nós que os amamos.
Eu me lembro que uma semana antes de minha irmã morrer, ela havia me ligado. Foi a última vez que eu falei com ela, e eu me recordo que naquele dia eu estava apressado, com muita coisa pra fazer, e fiz questão de desligar o telefone rápido. Sabe quando você fala, mas fala na correria, porque você tem muita coisa pra fazer? E foi assim... se eu soubesse que aquela seria a última oportunidade de ver minha irmã, de olhar nos olhos dela, de falar com ela, eu certamente teria esquecido toda a pressa, porque quando a vida é assim, e você sabe que é a ultima oportunidade, você não tem pressa pra mais nada. Já não há mais o que eu fazer, e essa é a beleza da última ceia de Jesus.
Não há pressa, o momento é feito para celebrar, a mística da última ceia está ali, Jesus reúne aqueles que pra ele tinha um valor especial, inclusive o traidor estava lá. E eu descobrir com isso, com a morte da minha irmã, que eu não tenho o direito de esperar amanhã pra dizer que amo, pra perdoar, para abraçar, dizer que é importante que é especial.
O amanhã eu não sei se existe, mas o agora eu sei que existe, e às vezes, na vida, nos perdemos... Eu me lembro quantas vezes na minha vida de irmão com ela, nós passávamos uma semana sem nos falarmos, porque houve uma briga, uma confusão. A gente se dava o luxo de passar uma semana sem se falar, e hoje eu não tenho mais nem 5 minutos pra conversar com alguém que foi importante, que foi parte de mim.
Não espere as pessoas morrerem, irem embora, não espere o definitivo bater na sua porta. Nós não conhecemos a vida e não sabemos o que virá amanhã. Viva como se fosse o último dia da sua história. Se hoje você tivesse que realizar a sua última ceia, porque é conhecedor que hoje é o último de sua vida, certamente você não teria tempo pra pressa. Você celebraria até o fim, e gostaria de ficar ao lado de quem você ama.
Viver o cristianismo é fazer a dinâmica da última ceia todos os dias. Viva como se fosse o último dia da sua vida; viva como se fosse a última oportunidade de amar quem você ama, de olhar nos olhos de quem pra você é especial.
E depois que minha irmã morreu, um tempo bem passado, eu descobrir porque eu gostava tanto dessa música que vou cantar agora. Ela não fala de um amor que foi embora; o compositor fez para a filha que morreu em um acidente; então, fica muito mais especial cantá-la e descobrir o cristianismo que está no meio das palavras, porque é assim, quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
“Não sei por que você se foi,
Quantas saudades eu senti,
E de tristezas vou viver,
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou a minha vida
Viveu, morreu
Na minha história;
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo
desta sombra
Em sonho vejo
este passado,
E na parede do
meu quarto
Ainda está o seu retrato.
Não quero ver pra
não lembrar,
Pensei até em
me mudar...
Lugar qualquer que
não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...”
Agora o triste da música é que a gente precisa conjugar o verbo no passado, a pessoa já morreu, já não há mais o que fazer. Mas não tem nenhum sofrimento nessa vida que passe por nós sem deixar nenhum ensinamento...
Tem que nos ensinar, não dá pra sofrer em vão. Alguma coisa a gente tem que extrair...
Extraia o sofrimento e descubra o ensinamento. Se ele algum dia me tocou e me deixou algum ensinamento, eu faço questão de partilhá-lo com você agora. Depois da morte da minha irmã eu faço questão de viver a vida como se fosse o último dia.
Já que o passado é coisa do inferno, e a gente não está no passado, muito menos no inferno, resta a possibilidade de mudar o verbo, de trazê-lo para o presente e de cantá-lo olhando para as pessoas que são especiais. Quem sabe cantando pra ela nesse momento...
Se ela está ao seu lado, se você tem algum amigo que mereça ouvir isso de você, alguém que faz diferença na sua história...
Ao invés de você dizer que gostava, você diz que gosta!
Vamos mudar o verbo! Vamos amar a vida! Vamos amar as pessoas antes que elas vão embora!
E eu!
Eu gosto tanto de você! Gosto tanto de você!
" O diabo fica nas esquinas da vida nos mostrando o que não fizemos, ao passo que Deus, segura em nossas mãos e nos mostra o que ainda pode ser feito."

PIPOCAS DA VIDA


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece conosco.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que sua maneira de ser é a melhor .
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: Apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: ...............Vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é fixo, já que ficarão duras a vida inteira.
Deus é o fogo que amacia nosso coração, tirando o que nele há de melhor!
Acredite que para extrairmos o melhor de dentro de nós temos que , assim como a pipoca, passar pelas provas de Deus.
Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa...
Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo, mais rápido a pipoca estoura.

Que a paz seja contigo e com toda a humanidade.


sábado, 27 de março de 2010

CIÚMES: ENTRISTECE A FACE DE DEUS E DILACERA A ALMA

..Idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, CIÚMES, iras, discórdias, dissensões, facções..." (Gálatas 5:20) CIÚMES ! Olha que interessante essa palavra. No grego o vocábulo "zelos" , que pode ser encontrada traduzida por "emulações" ou contendas", porém, tem um sentido, digamos, positivo que é "zelo" ou "ardor". O que muitos, que aceitaram a Jesus, desconhecem é que o Espírito Santo anseia por nós com ciúmes - (Tiago 4:5).
Leia mais....muito edificante.

sexta-feira, 26 de março de 2010

ATIRE A PRIMEIRA FLOR

Quando tudo for pedra... atire a primeira flor.
Quando tudo parecer caminhar errado,
seja você a tentar o primeiro passo certo.
Se tudo parecer escuro,
se nada puder ser visto
acenda você a primeira luz.
Traga para a treva você primeiro,
a pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando,
tente você o primeiro sorriso.
Talvez não na forma de lábios sorridentes,
mas na de um coração que compreenda e de
braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não,
não pare você na busca do primeiro sim,
ao qual tudo de positivo deverá acontecer.
Quando ninguém souber coisa alguma e você souber
um pouquinho, seja o primeiro a ensinar.
Começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado,
a procura nem se sabe de que, consulte bem o que se passa.
Talvez seja em busca de você, que
este seu irmão esteja.
Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer,
o primeiro a mostrar que pode ser o único
e mais sério ainda, o último.
Quando a terra estiver seca,
que sua mão seja a primeira a regá-la.
Quando a flor sufocar no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio,
a arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor.
Se a porta estiver fechada,
venha de você a primeira chave .
Se o vento soprar frio,
que o calor de sua lareira,
seja a primeira proteção e o primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra.
Nem por outro lado, aplauda o erro.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu.
Sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido.
Seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.
Quando tudo for espinho atire a primeira flor.
Seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta.
Compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica,
que o auxilio possibilita, que o entendimento reconstrói.
Atire você,
quando tudo for pedra,
a primeira
e decisiva flor...
Desconheço o autor, mas que Deus o abençoe por estas palavras, em nome de Jesus. Amém

quinta-feira, 25 de março de 2010

Chico Xavier

Tenho navegado na internet e deparei-me com tantos assuntos referente Chico Xavier que confesso, fiquei assustada.
Vou colocar aqui o meu parecer e se estiver errada, por favor perdoem-me e se possível corrijam-me e convençam-me do contrário.
Temo todo aquele que acredita ter propriedade em dizer quem esta no céu e quem esta no inferno. Se nosso próprio Deus diz para não julgarmos, pois com a mesma medida que o fizermos também o fará conosco, será que podemos mesmo fazer estas afirmações?
A palavra de Deus diz que não somos salvos pelas obras de nossas mãos para que ninguém se vanglorie nisso, e se não somos salvos por elas, certamente também não seremos condenados pelas mesmas, pois a palavra de Deus diz que não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Entendo que durante toda a sua vida Xico Chavier certamente levou muitas vidas para o inferno com seus ensinamentos de um evangelho distorcido e equivocado, porém eu pergunto, o ladrão que estava ao lado de Jesus também levou uma vida equivocada; e ainda sim em seu último momento de vida teve a oportunidade de arrepender-se e reconhecer quem era o verdadeiro e único Salvador; e hoje ele esta ao lado do Senhor, ou estou errada?
Eu não estava lá quando ele morreu, vc estava?
Eu não sei dizer qual foi seu último pensamento, não posso dizer que ele se arrependeu ou não, vc pode?
E se no último momento ele reconheceu; assim como o ladrão; que ele era apenas um pecador e que somente Jesus poderia salvá-lo de todos os seus erros e equivocos? E se ele pediu perdão?
Não temos um Deus que se compadece e nos perdoa?
Mesmo sabendo que Judas seria seu traidor, Jesus o chamou de amigo. Mas Judas não acreditou no grande amor do seu Senhor, e ao invés de se arrepender e aceitar o perdão, preferiu se matar.
Pedro negou Cristo por três vezes, porém arrependeu-se e acreditou no amor e no perdão e transformou-se em um grande pregador do evangelho de Jesus.
Desculpem o desabafo, mas não creio em um evangelho de acusações e condenações, não foi para isso que o Senhor nos chamou.
Jesus não caminhou apontando e julgando. Seu caminhar foi de amor, foi pelo amor que ele arrebanhou multidões, o amor de Deus nos constrange não nos condena. É o constrangimento diante de tanta bondade que nos faz querer ser melhores, é por receber tanto amor que nosso coração transborda e vem a necessidade de repartí-lo.
Perdoem-me novamente, mas não devemos perder tempo com as coisas que se passaram, com quem foi ou não para o inferno, é por estas e outras tantas coisas que muitas vezes perdemos o foco, perdendo assim o tempo que é tão precioso, o que importa de verdade é quem esta indo para o inferno, há um mundo inteiro a nossa frente para ser conquistado, há muitas vidas para serem ganhas para o Senhor.
Vamos pregar o amor, e só há uma maneira de fazer isso, falando de amor, vivendo o amor de Deus em nossas vidas.
Vamos em frente, rumo ao alvo.
Em nome de Jesus.
Amém

Orando sem parar.....

JESUS! VEM SARAR NOSSOS CORAÇÕES E MENTES! VEM NOS CONVERTER NOVAMENTE! NÃO SEGUNDO AS NOSSAS PRÓPRIAS CONCEPÇÕES DE CONVERSÃO, NEM SEGUNDO AQUILO QUE APRENDEMOS DAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS DE HOMENS! NÃO SEGUNDO A PANTOMIMA, AO "TEATRINHO" BARATO NOS TEMPLOS RELIGIOSOS PROSELITISTAS DE APELOS QUE MAIS SERVEM PARA EXALTAR O EGO DE HOMENS QUE FAZEM DE SEUS "MINISTÉRIOS" NEGÓCIOS BASEADOS EM ESTATÍSTICAS DE APELOS E SUPOSTAS CONVERSÕES; E SIM SEGUNDO A REGENERAÇÃO QUE O SENHOR PODE, DE FATO E VERDADE, GERAR, FAZER EM NÓS PELA TUA PALAVRA, OH SENHOR! POR FAVOR JESUS, EM TEU NOME, LIVRA-NOS DESSA VIDA SEM VIDA, MORTA, MESMO QUE SEJA COM O NOME, COM O RÓTULO DE EVANGÉLICA!
Essa é a minha Oração! O meu Clamor!!!!! Amém e amém Jesus! Deus abençoe à todos!!!! God Save The Gospel and Christians!!!!
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Estou Cansado!

Por: Ricardo Gondim Cansei!
Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto. Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes. Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas. Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo. Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças. Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais. Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem. Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor. Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil. Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza. Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente. Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo. Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração. Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos. Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai. Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.
Soli Deo Gloria.
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quarta-feira, 24 de março de 2010

PORQUE DEUS NOS ABANDONA?

Mateus 15-16 em diante
“E os soldados o levaram dentro à sala, que é da audiência, e convocaram toda corte. E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos Judeus! E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele e, postos de joelhos, o adoraram. E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes; e o levaram para fora a fim de o crucificarem.......” leia o capítulo todo para entender tudo o que fizeram com Jesus antes da crucificação.
Versículo 34 – “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?”
E os homens da bíblia, que assim como Jesus sentiram-se abandonados? Como entender?
Salmos 22-1 e 2 – “ Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? Porque te alongas do meu auxilio e das palavras do meu bramido? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego.”
Será que Deus não esta ouvindo a Davi?
Salmos 10-1 – “Porque estás ao longe, Senhor? Porque te escondes nos tempos de angústia?"
Deus se esconde, fica longe de Davi?
Salmos 44-23 ao 25 – “Desperta, porque dormes, Senhor? Acorda, não nos rejeite para sempre. Porque escondes a tua face, e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? Pois a nossa alma esta abatida até ao pó, o nosso ventre se apega à terra”.
Será que Deus esta dormindo e não esta atento a esta oração?
Leia também Salmos 88.
O que acontece?
Deus em seu infinito amor precisa ás vezes sair de cena.
É fácil falar sobre a presença de Deus, mas muito difícil sobre o abandono de Deus, mas é necessário aprendermos a lidar com ausência em determinados momentos de nossa vida.
Como dizer que Deus não abandona diante de todos estes salmos? Como lidar com isso?
Deus tira as mãos e nos deixa aparentemente caminhar sem ele. Porque?
Porque só com a ausência de Deus é que existe legítima bondade ou maldade.
Nos versículos 16 ao 21 Deus sai de cena e aparece a verdadeira atitude. A atitude dos soldados e a de Simão.
Na presença ostensiva de Deus não haveria nem bondade, nem perversidade. Os soldados cospem, batem, são terríveis, mas só conseguem ser assim porque Deus não esta presente.
Se eu faço o bem sem a presença de Deus é uma virtude, se eu faço algo ou seja o que é bom esperando ir para o céu, isso não é virtude é interesse.
A ausência de Deus iguala as pessoas.
Se também você deixa de fazer o mau, com medo de ir para o inferno, isso não é virtude é interesse.
Deus se ausenta e aparentemente nos abandona, para que ninguém seja privilegiado, assim como Jesus não foi.
Você pertence a Deus, mas seu sofrimento não será menor do que o sofrimento do seu vizinho que não o é. Deus não faz diferença entre um e outro. Deus não quer injustiças, por isso Jesus foi para a cruz nas mesmas condições que os dois ladrões.
Deus não privilegia ninguém.
Versículo 29 e 30: “Os que passavam, blasfemavam dele, meneando a cabeça, e dizendo: Ah! Tu que destrói o templo e em três dias o edificas, salva-te a ti mesmo, e desce da cruz!” Gente ruim.
Versículo 31: “Da mesma forma os principais sacerdotes e escribas, zombando, diziam uns aos outros: Salvou outros, mas não pode salvar-se a si mesmo!” Religioso não leva vantagem sobre o incrédulo. Vamos ver se na ausência de Deus o religioso é bom ou mau.
Nosso dever é ser integro e verdadeiro na ausência de Deus, pois a ausência nos impulsiona à maturidade.
Jesus esta sendo crucificado e Deus se ausenta, e estando só, ele decide por si e diz: “a minha vida eu dou e por mim mesmo, ninguém a tira de mim...”
Jesus tomou a sua decisão sem a interferência de Deus.
Na ausência fica definido quem é quem de verdade, só na ausência se desenvolvem laços verdadeiros de amor entre a humanidade.
Se hoje você se sente como Jesus “Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?”, lembre-se destas palavras “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo....” Salmo 23.
Deus nos ama demais para interferir em nossas decisões.
Deus nunca desistirá de nós, mesmo que aparentemente ELE tenha nos abandonado, mesmo que por um curto período de tempo ELE tenha que se ausentar.
Mas DEUS esta lá, toda hora, em todo tempo e em todo lugar, ele esta lá.
Tome uma decisão, e permita que o Senhor possa guiá-lo(a) mansamente às águas tranqüilas.
Em nome de Jesus.
Amém

À SOMBRA DO ALTÍSSIMO

Este louvor nada mais é do que uma linda e poderosa oração, tem estado em meu coração há muitos anos, e nos momentos de lutas, quando as palavras faltam, e as forças estão no fim, vem como um bálsamo e aquieta-me, e faz-me descansar e esperar o socorro do Mestre.
Que seja benção para tua vida também.
Em nome de JESUS.
Amém


DIGA NÃO.....

Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) e que teve um efeito drástico na inglaterra. Depois desta mensagem, 40% da população da inglaterra deixou de usar drogas e se alcoolizar pelo menos nas datas comemorativas, não temos este tipo de iniciativa aqui no Brasil. Espero que todos assistam, mesmo que não se alcoolizem ou usem algum tipo de drogas, e que reflitam e passem para os seus contatos.

Fonte http://www.youtube.com/watch?v=Z2mf8DtWWd8

Veja a história completa de cada acidente, pois este vídeo foi editado para um único comercial.

Confira na barra lateral do youtube.

terça-feira, 23 de março de 2010

Se houvesse certeza não precisaríamos ter fé

Lucas 24:36 em diante – “E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo-lhe isto, mostrou-lhes as mãos e pés. E, não crendo eles ainda por causa da alegria, e estando admirados.....”
Nesta passagem de Lucas os discípulos estão amedrontados e confusos.
Primeiro recebem a noticia de que Jesus esta vivo, então ficam atordoados.
Depois Jesus aparece e diz: “Paz seja com vocês”, eles ficam assustados achando que estavam vendo algum espírito..
Como eles puderam ter dúvidas?
Como nós lidamos com nossas dúvidas?
Porque pelo texto podemos ver:
O mundo espiritual e o físico são duas categorias distintas, quando um toca no outro sempre ficamos temerosos, está é a essência do sagrado, porque não é algo corriqueiro. O mundo sagrado nos fascina e nos espanta, nos atrai e nos causa medo. Sempre que tivermos contato com o mundo espiritual sentiremos uma mistura de medo e fascínio. Os apóstolos ficaram assim quando Jesus entrou naquele ambiente.
Ver e tocar não foram suficientes para produzir certeza. Versículo 39, 40 e 41 – “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo-lhe isto, mostrou-lhes as mãos e pés. E, não crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados.....” Mesmo vendo e tocando Jesus, eles ainda duvidaram.
O que produz fé é ouvir a palavra de Deus.
A dúvida é irmã da fé, se houvesse a certeza não precisaríamos de fé.
Fé é trazer à existência aquilo que ainda não existe, ou, fé é quando não temos certezas, ela entra como um elemento, precisamos de fé para perceber o imperceptível, para ouvir o inaudível.
A fé só existe porque existe a dúvida.
Se você tem dúvidas, não se preocupe esta é a verdadeira razão da nossa fé.
A bíblia já diz: E o justo viverá pela fé.
A mensagem cristã é o testemunho que ele vive, e que em vista disso temos que mudar nossas vidas, nossos conceitos, para que nessa mudança possamos alcançar o perdão para nossos pecados, através da fé.
Jesus quer que testemunhemos e vivamos as verdades que ELE vive e sigamos aquilo que ele ensinou.
Caminhando rumo ao alvo, firmes, perseverantes e tendo a certeza em nossos corações que ELE vive e conosco estará até a consumação dos tempos.

Amor... Respeito... e Liberdade !

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim...
pode ser transformado...
se eu quiser...
Aquilo que é do outro...só pode ser transformado por ele... e será compreendido e aceito por mim...
dentro dos meus limites...se existir respeito...
Posso falar ao outro como me sinto em relação
ao que ele faz ou diz...se houver liberdade...
Não posso afirmar:“Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...”Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse...tenho opções...

Eu sou dono das minhas emoções...sensações e sentimentos...Também... das minhas atitudes...pensamentos e palavras !maravilha...
Não é coerente dizer que fiz algo para alguém...
só porque alguém fez isso comigo primeiro...Se eu agisse assim...
eu seria apenas resposta e eco...sem vida...
É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir...É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações...
e se faço algo...
sou o responsável por isso... tenho escolhas...

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos...e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro...é meu direito...
Busco o AMOR em sua mais bela expressão...
e por isso abro mão de querer ter o controle
sobre a vida do outro...Amém...
Quero amar com liberdade ! Quero amar com plenitude !
Quero Amar antes de tudo...porque é bom...
AMAR
com
RESPEITO e LIBERDADE !
Kali Mascarenhas

domingo, 21 de março de 2010

DEUS NÃO PERDE SEUS FILHOS DE VISTA

Lucas 9:10 – “E, regressando os apóstolos, contaram-lhe tudo o que tinham feito. E, tomando-os consigo, retirou-se para um lugar deserto de uma cidade chamada Betsaida. E, sabendo-o a multidão, o seguiu; e ele os recebeu, e falava-lhes do reino de Deus, e sarava os que necessitavam de cura. E já o dia começava a declinar, então, chegando-se a ele os doze, disseram-lhe: Despede a multidão, para que, indo aos lugares e aldeias em redor, se agasalhem, e achem que comer; porque aqui estamos em lugar deserto.”
Imagine a situação, os discípulos voltam de uma missão sem dinheiro, sem malas, sem comida e se reúnem com uma multidão, e Jesus pede que eles alimentem a multidão?
Esse texto nos chama atenção para a eventualidade, o imprevisível, momento este onde estamos sem saber como sair de uma determinada situação.
Como Deus opera num mundo onde acontece o inesperado? Qualquer um de nós pode ser surpreendido com uma situação difícil e não planejada.
Como Jesus lida com isso?
Versículo 13 – “Mas ele lhes disse: Daí-lhes vós de comer. E eles disseram: Não temos senão cinco pães e dois peixes, salvo se nós próprios formos comprar comida para todo este povo.”
Jesus acolhe os que o seguem, cura, fala sobre o reino, mas encontra-se em uma situação inesperada, onde o povo que o seguia estava com fome e não tinha comida suficiente para todos.
Muitas vezes achamos que se fizermos tudo direito Deus tem a obrigação de nos proteger, mas vivemos num mundo perigoso e não temos garantias que não sofreremos, nossa única garantia é a de que não seremos abandonados.
Achamos que a religião previne, mas não é assim. Viver é correr riscos.
Vivemos a imprevisibilidade do amanhã.
Eclesiastes 9:12 – “ Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles.”
Nossa segurança é que Jesus nos acolhe em todas as situações, jamais esquece daquele que o buscou, Ele nunca perde seus filhos de vista.
Versículo 16,17 – “E, tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou-os, e partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os porem diante da multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram, do que lhes sobejou, doze alcofas de pedaços.”
O Senhor supriu as necessidades daquele povo que o seguia, teve compaixão porque eles estavam com fome, a situação inesperada estava ali, porém o Deus criador de todas as coisa sempre tem para nós uma saída, ela pode até ser impossível aos nossos olhos, mas quando cremos no amor desse Pai, tudo torna-se possível para Ele.
Problema não indica rejeição divina.
Deus não quer nada além do melhor para nós. Jesus não nos quer profissionais da fé, ele quer pessoas que o amem e façam sua parte com amor.
O diabo dá coisas boas desde que ele te roube o melhor.
Como Deus lida com pessoas perdidas?
Versículo 13 – “ Mas ele lhes disse: Daí-lhes vós de comer....”
Usa pessoas.
Deus gosta de usar gente para fazer milagres.
Como Deus faz milagres?
Através de nós.
O maior milagre que Deus quer, é fazer de nós o milagre.
Quando vemos um milagre vindo do céu ficamos mais religiosos.
Quando somos o milagre, ficamos mais humanos.
E ficando mais humanos ficamos mais parecidos com Jesus.
Deus não quer fazer maravilhas, ele quer nos transformar em suas maravilhas.
Temos que ser um milagre na vida das pessoas.
DEUS NÃO USA PESSOAS PERFEITAS ELE USA PESSOAS DISPONÍVEIS.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Viva os sonhos de Deus para sua vida

Sinta através deste vídeo, através da mensagem desta serva do Deus altíssimo, uma porção do que ELE sonha para nossas vidas.
Sonhe com o Senhor.
Viva com o Senhor.
Ande com o Senhor.
Seja feliz com o Deus que te ama.
Vem....vem pra Jesus.
Não espere mais.
Vem...agora.
ELE te convida para sonhar e viver juntamente com ELE para todo sempre.
Jesus quer te dar uma nova vida.
Receba JESUS.
Receba o amor do PAI.
Receba a tua porção.
Deus seja louvado.
Amém

http://www.youtube.com/watch?v=EbCu-X4pTrI

Adore ao Deus da nossa Salvação

A ti Senhor toda honra, todo louvor e toda glória.
Só tu és digno de toda nossa adoração.

Porque dEle, por Ele, para ele são todas as coisas.
Tudo é dEle
Tudo é por Ele
Tudo é para Ele
A Ele a glória

Orando...

Senhor meu Deus.
Majestoso e fiél.
Santo, Santo, Santo.
Criador dos céus e da terra.
Só tu és digno, Senhor.
Só tu és Santo.
Só tu és Perfeito.
Só o Senhor pode todas as coisas.
Crendo, por isso falo.
Venho em tua presença, neste dia que para mim é tão especial, colocar diante do teu trono, a vida do meu amado marido e teu querido filho, Eduardo.
Senhor somente o Senhor, que sonda os corações, sabe o que pode trazer alegria a ele.
Deus meu, Deus da minha salvação, concede a ele neste dia bençãos sem medida.
Alegra este coração, derrama do teu imenso amor, da tua santa paz, do teu poder sobre a vida dele.
Senhor concede a ele uma experiência inesquecível contigo.
Senhor, somos um em ti, o que o faz feliz também enche meu coração de alegria.
PODEROSO DEUS.
Abençoa-o, hoje e sempre.
Crendo que todas as coisas cooperam para o bem de nós que o amamos tanto, agradeço pela oração atendida.
Obrigada PAI, obrigada sempre.
Fica. Fica aqui. Sempre. Ao nosso lado.
Guia-nos firmes em seus caminhos.
Livra nossas vidas de todo mau que há neste mundo.
Toda honra, todo louvor e toda a glória a ti querido PAI.
Em nome de JESUS CRISTO DE NAZARÉ.
Amém.

EU TE AMO, HOJE E PARA TODO SEMPRE.....

Há 41 anos atrás Deus começou sua grande obra em minha vida.
No dia 19/03/1969 Deus trouxe ao mundo alguém muito especial, valioso, generoso, amoroso, humilde, sincero.....um anjo? Talvez.
Difícil falar de pessoas com atributos e virtudes tão raras.
Quando pensamos em anjos, pensamos naquele ser de grandes asas brancas, que tem em seu olhar um amor tão grande que nos faz chorar, pensamos num ser que tem o dom de nos guardar e nos proteger, de lutar por nós e nos fazer ir além.
Bem.....assim Deus o fez, ele não tem asas mas......que capricho, que zelo, que formosura....que bela criação.
Não se pode dizer que ele seja um crente fervoroso, mas certamente posso dizer que ele é de Jesus, não pelas palavras que profere, pois pelo falar de um homem muitas vezes somos enganados, mas as atitudes, o seu caminhar jamais negarão de quem e o que ele realmente é.
Um coração que não lhe pertence, nada pra ele é mais importante do que ver alguém do seu lado feliz.
Ama os que estão a sua volta muito mais que a ele mesmo.
Dá aos outros muito mais que a ele mesmo.
Trabalha pelo outros muito mais que para ele mesmo.
Acredito que sua grande missão é trazer felicidade aos que estão ao seu redor.
Alegria, bom humor, disposição, garra.....meu Deus, que preciosidade, que tesouro, que valor.....
Temente ao Senhor. “DEUS FALOU”, pronto, não precisa repetir, ele obedece prontamente sem fazer nem uma pergunta sequer, apenas com suas atitudes diz: “ASSIM SEJA” e ponto.
O Espírito do Senhor habita neste coração.
Sei que ele mesmo não se dá conta de quanto é usado e guiado por Deus, em sua simplicidade e humildade sente-se o pequenino dos pequeninos, o pequeno Gideão, o pequeno Davi, mas....para Deus ele é o grande JOSÉ DO EGITO.
Ele é uma das grandes obras que Deus começou em minha vida, antes mesmo do meu nascimento.
Como se não bastasse os cravos, como se não bastasse a coroa de espinhos, como se não bastasse todo seu sangue, como se não bastasse a vida que entregou por amor a minha vida.....
JESUS AINDA COLOCOU ELE EM MINHA VIDA.
O meu amado marido.
Parabéns meu querido.
Parabéns pelo que você é, parabéns pelo que você faz, parabéns por este grande dia que é o seu aniversário.
Que o amor, o perdão e a graça de Deus continue a encher este coração.
Que Deus o abençoe grandemente, trazendo a você muitas alegrias, muitas realizações, muito amor, que o Senhor realize hoje todos os desejos do seu coração.....
Impossível para mim retribuir tudo o que faz, por isso te entrego sempre nas mãos de Deus, pois Ele é o Deus do impossível, e só Ele tem o poder de devolver a você aquilo que tem feito pela minha vida e pela vida da minha amada família.
TE AMO DE TODO MEU CORAÇÃO.
Para sempre sua......

quarta-feira, 17 de março de 2010

Lucas 14-15 ao 24 – A parábola da grande ceia

“ Ouvindo isto um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem aventurado o que comer pão no reino de Deus. Jesus respondeu: Certo homem deu uma grande ceia e convidou a muitos. Na hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, pois tudo já está preparado. Mas todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Rogo-te que me dês por escusado. Outro disse: comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los. Rogo-te que me dês por escusado. Outro disse: casei-me, e por isso não posso ir. Voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o dono da casa, indignado, disse ao seu servo. Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos. Disse o servo: Senhor, está feito como mandaste, mas ainda há lugar. Então disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.”

Nesta parábola Jesus fala muito bem sobre tudo que ELE tem para nos oferecer, porém, estamos sempre tão cheios de desculpas para não aceitar.
Hoje não, ainda não, sou muito jovem, já estou muito velho, tenho que trabalhar, tenho que passear, tenho negócios a resolver, tenho uma festa para ir, hoje é final do campeonato...... estas são algumas de muitas desculpas que encontramos para não estarmos ao lado do nosso Senhor.
No versículo 15 diz que bem aventurado é o que comer pão no reino de Deus; o Senhor tem um banquete todos os dias para nos oferecer, Ele nos convida o tempo todo para estarmos em sua presença e desfrutarmos do seu amor; porém Jesus diz através de uma parábola que as coisas não são bem assim, fala sobre o rei que convida muitas pessoas para a grande festa, no entanto todos tem uma desculpa muito esfarrapada para não comparecer. Veja bem: O primeiro comprou um campo, o segundo cinco juntas de bois e o terceiro casou-se.
Será que há algo nesta vida mais importante do que estar na presença do Grande Criador e Senhor de todas as coisas?
Para muitos todas as coisas são mais importantes do que estar com o Pai.
Somente se lembram dEle quando as coisa vão mau, então instantaneamente voltam-se a Deus. Neste momento então, Ele tem que ajudar imediatamente, pois as suas causas são sempre prioridades, e caso a benção não venha na velocidade de um raio, ai....vc já sabe a resposta.
Muitos acham que é fácil assim, vou para Deus quando quiser, farei as coisas do meu jeito e Deus vai ter que me atender, muitos em sua arrogância dizem: “ eu sou filho de Deus, fui batizado, comprado pelo precioso sangue do cordeiro, a bíblia diz que tudo que pedir em seu santo nome ele concederá”. Lindo né? A bíblia realmente diz isto, porém ela diz mais, “ Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lucas 9-23). O que estamos dispostos a negar para seguir Jesus?
Nada?
Então nada também receberemos.
Ouvi uma frase assim: “Dê uma chance pra Deus”. Será mesmo que é Deus que esta precisando de uma chance? Ele nos convida todos os dias para participar de seu banquete, ofereceu-se em nosso lugar naquela cruz, nos dá todos os dias uma nova oportunidade através de suas misericórdias que se renovam a cada manhã, esta sempre de braços abertos para receber-nos como um Pai amoroso e generoso, disposto a perdoar-nos sempre que nos arrependermos, Ele tem feito tudo por amor a nós.
E nós? Até quando Deus ficará no final da lista de nossas prioridades? Até quando Ele será nossa última opção?
Queridos, não esperem por este dia. Tome uma decisão hoje, vá ate a mesa do Senhor, busque sua presença, desfrute do seu banquete, entregue sua vida nas mãos do oleiro, faça isso hoje, não conhecemos o futuro, amanhã pode ser tarde, entregue-se totalmente, deixe Deus trabalhar na sua vida e fazer de você um grande homem, uma grande mulher de Deus.
Deixe o amor puro do Senhor entrar em seu coração e fazer uma grande transformação.
Viva a vida de Deus, viva os planos de Deus, viva a Palavra de Deus.
O mundo tem cada vez menos coisas para nos oferecer, não é difícil enxergar, basta ligar a televisão. Violência, desamor, fome, desastres, casamentos destruídos, crianças molestadas.......vamos acordar para Deus.
Dê a você esta chance.
Deus continuará sendo Deus sempre, independente de nossa decisão.
E nós, o que somos sem Deus?
Te encontro lá, na mesa do Senhor.
“ E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” Filipenses 4-7
Não deixe de ouvir esta mensagem e não perca mais tempo em buscar ao Senhor.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O que nos impede de ser adoradores

O simples fato de pessoas se dizendo crentes realizarem um culto não é nenhuma garantia de que haja ali verdadeira adoração, nem de que Deus aceite seus louvores e atenda suas orações. Se a adoração a Deus é mera formalidade, ou simplesmente um período costumeiro aos nossos cultos, acaba sendo algo externo e religioso, e essa tal adoração jamais será aceita por nosso Deus. Jesus repreendeu severamente os fariseus por sua hipocrisia. Eles eram os espirituais da época, observando a lei de Deus por pura religião; mas seus corações estavam longe do Senhor: “Hipócritas! Bem profetizou o profeta Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” (Mateus 15.7-9)
Marcos Witt disse certa vez, durante um seminário para ministros de louvor e adoração na Argentina, que a maioria dos crentes usa o “piloto automático” na hora de adorar. Essa palavra mexeu muito comigo e realmente entendi o que ele queria expressar. É algo como fazer as coisas de uma forma rotineira ou automática, assim como andar, comer, dirigir o carro. Vemos a letra de uma música no telão da igreja e conseguimos cantar sem perder um compasso sequer, enquanto pensamos naquele problema com o chefe no nosso trabalho; conseguimos bater palmas sem perder o ritmo, enquanto pensamos no jogo que nosso time perdeu novamente e em como faríamos mudanças nesse time. Depois, passamos automaticamente para a música seguinte e cantamos até com aparente fervor, enquanto julgamos a roupa da irmã que está do outro lado do templo. Isso se encaixa perfeitamente na passagem acima citada.
A desobediência é outro empecilho para adorar a Deus. O Senhor recusou os sacrifícios do rei Saul porque este desobedeceu ao seu mandamento. Em I Samuel 15.1-23, Deus havia mandado Saul destruir totalmente os amalequitas, até exterminá-los. Mas o rei, junto com o povo, poupou a vida do rei Agague e guardou para si o melhor do gado e das ovelhas, e os animais gordos e os cordeiros. No verso 11 Deus declarou que se arrependera de ter constituído Saul como rei e mandou o profeta Samuel exortá-lo, mas Saul começou a se justificar dizendo: “Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor e segui o caminho pelo qual o Senhor me enviou; trouxe a Agague, rei de Amaleque; e os amalequitas, os destruí totalmente; mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois do melhor do designado à destruição para oferecer ao Senhor, teu Deus, em Gilgal.” (versículos 20,21) Em outras palavras, Saul estava justificando seu pecado de desobediência e rebelião usando o próprio nome do Senhor. Quantas vezes nós temos feito isso! Às vezes fazemos coisas em nome de Jesus que Ele nunca mandou fazer. Samuel respondeu para ele, no verso 22, que o Senhor não tinha tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a Sua palavra. E que obedecer é melhor do que sacrificar. No verso 23 Samuel declara que a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação como a idolatria. Mais uma vez, vemos o homem preferindo agradar a si mesmo e aos outros do que agradar a Deus. Todos esses bois e ovelhas que supostamente eram para o Senhor, não significaram nada para Ele.
Certa vez houve um evangelismo em uma favela de Belo Horizonte durante uma semana. Eu estava com minha equipe; havia também uma equipe de teatro e muitos crentes saindo de casa em casa e convidando o povo para os cultos. Em todos os cultos o templo estava super lotado de gente de todas as idades, e na última noite havia gente até nas janelas. Não cabia nem um alfinete a mais. A maioria das pessoas não era crente e apresentavam problemas espirituais. Houve muitos endemoninhados sendo libertos e pessoas sendo curadas. Mas, na hora da adoração, houve um episódio muito estranho: uma mulher possuída pelo demônio começou a acusar um dos músicos que me acompanhavam naquela noite, e na hora que eu repreendi o espírito maligno, ele disse: “Tudo bem, eu saio. Mas vou entrar nele (apontando para o musico), pois ele esta vivendo em pecado!” Na mesma hora o músico desmaiou e caiu para trás. Mais tarde, eu fui orar por ele e ele se levantou, confessando um monte de pecados. Ele estava tentando adorar a Deus com um coração sujo e desobediente, e simplesmente achou que poderia tocar e ministrar sem problemas. Ele estava vivendo assim já havia algum tempo; mas chegara a hora em que Deus o confrontou. Ele possuía um dom e um talento especiais, mas Deus prefere a obediência.
Nossa adoração não significa nada para Deus se ela não flui de um coração obediente. A obediência é a melhor adoração. O próprio sacrifício de Jesus é um ato de obediência: “Foi obediente até a morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2.8)
Jorge Russo (Jorjão)
Ministério Trio

domingo, 14 de março de 2010

OLHAR DE AMOR

Todos os escritores dos quatro evangelhos falam sobre aquela noite em que Pedro negou o nosso Senhor com três declarações de rejeição crescentes. Eles nos contam o choro amargo de Pedro quando ele compreendeu que Jesus predissera corretamente a sua negação, antes que o galo cantasse. Todavia, Lucas inclui um pequeno detalhe, profundo.
Lucas 22.61 diz que, após a negação de Pedro pela terceira vez e o cantar do galo, “voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo”.
Esse olhar deve ter arrasado Pedro de inúmeras maneiras! Quando o Senhor olha para nós em nosso pecado e rejeição, só podemos ficar abatidos de tristeza. E a verdade é: o Senhor nos vê todo o tempo, em nossas várias falhas, pecados, negações e rejeições.
O que foi esse olhar? O que Pedro viu nos olhos de Jesus? O olhar significou: “Eu lhe disse isso”? Não creio que o Senhor se regozijou com o fracasso de Pedro.
Jesus olhou para Pedro com olhos de ira e juízo? Não penso assim. Jesus não esmagará a cana quebrada nem apagará a lâmpada que fumega.
Aquele olhar não significou: “Como você pôde fazer isso?” Não acredito que o olhar de Jesus comunicou mágoa pessoal. Jesus não veio para sobrecarregar-nos com culpa; antes, para removê-la.
Penso que aquele olhar foi amor puro e santo… que não suportamos contemplar quando estamos em nosso pecado. Em nossa justiça própria, poderíamos entendê-lo – e até desejar – como ira, ou desapontamento, ou mágoa, ou mesmo “Eu lhe disse isso”. Mas, quando o Senhor continua a olhar para nós com amor puro e imaculado… isso nos tira toda justiça própria e nos faz ver que amor santo rejeitamos… e que pessoas ímpias nós somos. Não podemos suportar Jesus olhando para nós com esse amor puro e santo, quando falhamos tão miseravelmente. Portanto, como Pedro, volvemos nosso rosto e choramos amargamente, quando falhamos para com nosso Senhor.
E esse é um erro terrível. Se, quando pecamos contra o Senhor, pudéssemos continuar olhando para sua face, veríamos que este amor santo nos aceita. Ele nos perdoa e nos purifica. Livra-nos da culpa e remove a vergonha. Cura os abatidos e ergue os indignos. Se pudéssemos apenas contemplar a face do Senhor, veríamos um olhar amável que diz: “Venha a mim”.
É a face daquele que ama de tal modo que vence o nosso pecado… toma o nosso pecado como dele mesmo… suporta nossa culpa como se fosse sua… um amor que nos une a ele mesmo. Olhar para essa face, pela fé… implica sentir e conhecer o amor mais santo, mais sacrificial e mais redentor possível.
O maior problema de Pedro não foi que ele negou três vezes a Jesus. Ele foi restaurado disso. Nosso maior problema não é negar ou desapontar a Jesus.
O maior problema de Pedro foi que ele saiu e chorou sozinho… em vez de correr para a face amorosa de Jesus. Nosso maior problema é afastar nosso olhar de Jesus. Ele removeu nossos pecados. Temos de olhar para ele e continuar olhando para ele, até que nos regozijemos em sua aceitação amorosa.
Se somos crentes há qualquer tempo, já descobrimos que nossa vida é cheia de fracassos e pecado… até de vários tipos de negação. Mas também descobrimos que ele continua olhando… e chamando-nos a si mesmo.
Crente… olhe para Jesus. Não vire o rosto.
Fixe seus olhos em Jesus,
contemple toda a sua face admirável,
e as coisas da terra ficarão ofuscadas
à luz da glória e graça de Jesus.

Pr. Thabiti Anyabwile
Pastor da Primeira Igreja Batista, nas Ilhas Grand CaymanBacharelado e Mestrado em Psicologia na North Carolina State University

sexta-feira, 12 de março de 2010

Orando

Pai de Amor, Deus da Paz, Rei dos reis, amado e poderoso Senhor.
Querido Deus.
Hoje em minha oração quero colocar diante de ti toda minha família, amigos, vizinhos, igreja, pastores, irmãos em Cristo, a minha vida, aquele que hoje lê esta oração.
Sim Deus. Derrama bençãos sem medida sobre nossas vidas de acordo com a tua vontade.
Confio em ti Senhor, que sonda os corações e sabe certamente o que cada um precisa.
Abençoa querido Pai.
Que seu nome seja engrandecido através das nossas vidas.
Que seu amor seja reconhecido em cada coração.
Que a tua paz, que excede todo entendimento permaneça com cada um.
Senhor livra-nos de todo mau, de todo intento de satanas, concede a todos a vitória, por amor do teu Santo nome.
Senhor endireita os caminhos daqueles que estão perdidos.
Revela a tua face àquele que esta em busca da tua presença.
Envia providência ao teu filho necessitado.
Conforta o coração aflito.
Que a tua alegria seja nossa força sempre.
Desembaraça os processos e o caminho dos desempregados.
Senhor dá-nos da TUA porção, aviva-nos.
Fica conosco, sempre.
Obrigada Senhor.
Obrigada pela tua santa presença em nossas vidas.
Obrigada pelo teu sacrificio naquela cruz.
Obrigada por nos amar tanto.
Louvado seja seu nome para todo sempre.
Em nome de Jesus.
Amém

JESUS no livro dos recordes

É Impressionante como homens e mulheres estão dispostos a dar a própria vida para que seus nomes sejam inscritos no Livro dos Recordes, ou Livro Guinness dos Recordes.

O Guinness foi editado pela primeira vez em 1955. Cinqüenta anos depois, atingiu o número de 100 milhões de exemplares publicados. Arthur Guinness, proprietário de uma cervejaria irlandesa, há 300 anos no mercado, deu origem ao nome do famoso livro.

Os recordes são dos mais variados tipos: o maior colecionador de cachaça do mundo; maior tempo despido numa temperatura de 29 graus negativos; maior combate com bolas de neve; carregador de esposa nos braços por mais tempo.

Há importantes informações no Guinness, mas muitas não têm qualquer significado cultural: a cuspadela mais distante; o maior tempo de permanência entre serpentes venenosas, e outras.

O desejo de entrar no Guinness, mutatis mutandis, assemelha-se ao desejo feminino de ser capa da Revista Play Boy, ou ao anseio de homens e mulheres de participarem do Big Brother. Em todos os casos, a intenção primeira é a notoriedade, não importa se a alma seja ou não vendida ao diabo. Em segundo lugar, o dinheiro auferido nessas participações, como no caso da revista e do programa televisivo.

O sacrifício que fazem para entrar no Guinness é sacrifício de tolos. Tolos também os milhões de telespectadores ávidos de conhecer os nomes e as façanhas mais espetaculares; a exposição mais ousada no Big Brother, as briguinhas, fofoquinhas, quinquilharias, basbaquices e outras inutilidades.

O nome de Jesus Cristo deveria ser o primeiro da lista do Guinness, porque Ele jamais foi superado em número de milagres; ninguém como Ele andou sobre as águas; o milagre de transformar água em vinho nem sequer foi tentado por alguém; Ele superou a todos ao curar dez leprosos de uma só vez. É preciso continuar citando?

Jesus se tornou o mais notável recordista ao carregar a própria cruz por algumas centenas de metros, e nela ser crucificado. Igual a Jesus, jamais alguém predisse sua própria ressurreição ao terceiro dia. Tudo isso Ele fez para que pudéssemos entrar no Livro da Vida.

Para entrarmos nesse Livro, o da Vida, não precisamos fazer sacrifício de tolos. Não precisamos de obras de nossas próprias mãos; da força de nossos braços e pernas; não precisamos enfiar centenas de cigarros em nossa boca ou uma enorme espada garganta abaixo. Não. Basta a fé no Filho, através da qual a graça divina nos alcança.

Os que estão com seus nomes no Guinness são reconhecidos e invejados pelos homens. Homens exaltando homens. Os que estão com os seus nomes no Livro da Vida são filhos de Deus e terão o privilégio de vencer a morte pela ressurreição, e ganhar vida eterna.

Nenhuma recompensa terrena pode ser comparada à de morarmos para sempre no céu. Quando alguns discípulos se mostraram alegres e recompensados porque curaram enfermos e expulsaram demônios, Jesus lhes disse:
“Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10.20). Portanto, é essa a nossa grande alegria.
Por Pr. Airton Evangelista da Costa

As linhas de Deus nunca estão ocupadas

Leia e guarde... E se quiser repasse aos seus amigos. Tenha sempre a mão estes telefones de emergência.
Falar de união- chame Romanos 12
Desanimado com seu trabalho - chame Salmos 126
Se as pessoas parecerem cruéis - chame João 15
Se vc for despresado - chame Salmos 27
Se o mundo parecer pequeno - chame Salmos 19
Se vc precisar ser frutífero - chame Joaõ 15
Se seu bolso está vazio -chame Salmos 37
Se está perdendo a confiança nas pessoas- chame 1 Coríntios 13
Quando Deus parecer distante - chame Salmos 139
Quando estiver em tristeza - chame João 14
Quando os homens falharem com vc - chame Salmos 27
Quando o mundo parecer maior do que Deus - chame Salmos 90
Quando vc estiver em perigo - chame Salmos 91
Quando vc estiver solitário e com medo - chame Salmos 23
Quando vc se sentir deprimido e abandonado- chame Romanos 8:31-39
Quando vc for amargurado e criticado - chame 1 Coríntios 13
Quando vc estiver em pecado - chame Salmos 51
Quando vc sair para trabalhar ou viajar - chame Salmos 121
Quando vc pensa em retorno de investimentos- chame Marcos 10
Quando vc precisar de segurança e garantia de Cristo - chame Romanos 8:1-30
Quando vc precisar de coragem para uma tarefa - chame Josué 1
Quando vc precisar de paz e descanso - chame MAteus 11:25-30
Quando vc estiver preocupado - chameMAteus 6:19-34
Quando sua fé precisar ser exercitada - chame Hebreus 11
Quando suas orações forem egoístas - chame Salmos 67
Todas as linhas diretas com Deus nunca estão ocupadas.
"...Controle Sempre o Seu Gênio; é Tolice Alimentar o Ódio..." (Eclesiastes 7:9)

PASTOR: SEU PRIMEIRO REBANHO É A SUA CASA!

Inicio esta reflexão lembrando o que Paulo ensinou ao jovem pastor Timóteo (1 Tm 3.2a;4,5) “2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, ... 4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);” (1Tm 3:2a, 4-5 ACF)A vida do pastor começa em casa. É no lar que ele tem ou não tem autoridade espiritual. Este é o calcanhar de Aquiles de muitos obreiros. Focam a Igreja e a comunidade em volta, bem como as amizades, mas se esquecem de duas coisas essenciais: a vida devocional e a vida familiar. Aqui estão os dois pilares da vida pastoral. O insucesso de muitos obreiros está ligado à falta de compromisso na intimidade com Deus e na família. Isto é muito sério. Deve haver sempre coerência entre a vida dentro e fora do lar, pois as pessoas estão de olho na vida do pastor.Tedd Tripp, em seu artigo da Revista Fé para Hoje, nos ensina: “O lar é um microcosmo da igreja. As qualidades da vida espiritual que dão credibilidade ao pastor em casa fornecerão a mesma medida de confiança às pessoas que ele serve na Igreja… A vida familiar é a fornalha, na qual as características do pastor serão forjadas”. A nossa vida no lar é a medida da nossa autoridade. Como pastor, devo ser um líder espiritual em casa e na igreja, um marido e pai, bem como um protetor. A nossa espiritualidade definirá que tipo de líderes somos em casa e na igreja. Deus nos chamou à coerência de Cristo, o nosso Supremo Pastor. O pastor que tem sua família bem estruturada é um homem que dá um excelente testemunho do evangelho de Cristo. Na contramão desta verdade, Eli, sacerdote em Israel, cuidava do sacerdócio, mas não foi enérgico com os seus filhos. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao SENHOR. ... Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR.” (1Sm 2:17 ACF). A nossa casa é o primeiro templo onde devemos cultuar ao Senhor com todos da família. Se falhamos em casa, falhamos na igreja. Se não temos autoridade em casa, não a teremos na igreja. A qualidade do nosso ministério dependerá da nossa qualidade em casa. Se não somos enérgicos em casa, como seremos na Igreja? Se não levamos a sério a disciplina no lar, como será na igreja? Se não pastoreamos o nosso pequeno rebanho, como o faremos com o grande? É a lei de causa e efeito ! O lar deve ser sempre o fator que causa as mudanças relevantes na Igreja. Há uma retroalimentação aqui. O Dr. Maybue (Redescobrindo o Ministério Pastoral, da Editora CPAD) cita um bestseller sobre o ministério pastoral que contém um capítulo intitulado ‘Alerta: O Ministério Pode Ser Uma Ameaça para Sua Família’. Por mais chocante que seja, o título reflete com precisão a realidade do ministério pastoral hoje. Uma pesquisa pastoral realizada há alguns anos, publicada em um jornal importante, descobriu as seguintes dificuldades significativas que produzem problemas conjugais nas famílias de pastores: 81% tempo insuficiente em conjunto; 71% uso do dinheiro; 70% nível de renda; 64% dificuldades de comunicação; 63% expectativas da congregação; 57% diferenças quanto ao lazer; 53% dificuldades na criação dos filhos; 46% problemas sexuais; 41% rancor do pastor com relação à esposa; 35% diferença quanto à carreira ministerial e 25% diferenças quanto à carreira da esposa.” Esta pesquisa aponta para uma realidade pior nos dias de hoje. Aumenta sensivelmente as separações em nossas igrejas, inclusive de líderes. Uma série de fatores comprova esta triste realidade. Como líderes, não temos sido cuidadosos, prudentes na relação familiar. Não temos sabido conciliar os compromissos do lar com os demais. Sentimo-nos pressionados, muitas vezes, pela opinião pública. Deus, família e igreja são o trinômio fundamental na vida do homem de Deus. Richard L. Maybue nos alerta, dizendo o seguinte: “A única maneira de reverter o declínio geral da qualidade das famílias dos pastores é voltar aos princípios espirituais para o casamento e a família. Entendo que, quaisquer que sejam as pressões hoje vigentes, elas já tiveram equivalentes no passado e terão paralelos no futuro… Portanto, a família do pastor deve ser uma prioridade em sua vida”. Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJFonte: http://www.adiberj. org/portal/ 2009/10/09/ pastor-seu- primeiro- rebanho-e- a-sua-casa/
Deus nos abençoe, à medida que nos esforçamos para melhor obedecer à Sua Palavra (do Texto Tradicional, claro). Hélio de Menezes Silva

quarta-feira, 10 de março de 2010

SALMO 23

Conta-se que em uma reunião festiva, apresentou-se um jovem declamador, o qual enlevou todos os presentes declamando com muita beleza e muito entusiasmo o Salmo 23. Ao terminar foi longamente aplaudido por todos, o que demonstrava que ele havia feito uma bela apresentação.
Outras partes se seguiram e no final do programa, um idoso pastor que se encontrava presente, solicitou ao dirigente que lhe permitisse dizer algo, no que foi prontamente atendido.
Chegando à frente contemplou o grande auditório com olhar sereno. Houve um completo silêncio, e ele com voz pausada e firme, declamou com muita emoção o Salmo 23. Ao terminar ninguém o aplaudiu, pois todos estavam emocionados e muitos choravam.
Encerrada a reunião aquele jovem declamador foi procurar o pastor e perguntou-lhe:
- Senhor, porque me aplaudiram tanto quando eu declamei o Salmo 23 e choraram e se emocionaram quando o senhor declamou o mesmo salmo? Onde está a diferença?
O pastor com a mesma serenidade, respondeu-lhe:
-A diferença meu jovem é muito simples. Você conhece o Salmo do Bom Pastor e eu conheço o Bom Pastor do Salmo.

Talvez seja essa a dificuldade na vida de muitas pessoas hoje em dia. Conhecem a Palavra do Senhor, mas não conhecem o Senhor da Palavra. Faltam-lhes intimidade e comunhão com Deus.
Vivem uma vida cristã superficial e pobre de experiências com Cristo.
Cultivemos de tal maneira a nossa comunhão com Ele, de modo que possamos afirmar, como resultado de uma profunda e real experiência: “O SENHOR É MEU PASTOR”.

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verde pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.”

“DAR-TE-EI MINHA TÚNICA”

A promessa de Deus através das vestes

O Maitre não mudaria de idéia. Ele não se importava que esta fosse nossa lua-de-mel. Não importava que a noite no chique restaurante do Country Clube fosse um presente de casamento. Ele não se importava com o fato de que Denalyn e eu tivéssemos ido sem almoçar para guardar um lugarzinho para jantar. Tudo isto era nada comparado ao vultuoso problema. Eu não estava usando paletó. Eu não sabia que precisaria de um. Pensei que camisa social fosse o suficiente. Ela estava limpa e passada. Mas o senhor brack-tie com sotaque francês estava impassível. Ele acomodou todas as outras pessoas. Sr. e Sra. Cortês sentaram-se a uma mesa. Sr. e Sra. Muito obrigado também se sentara. Mas e quanto ao Sr. e Sra. Sem paleto? Se eu tivesse outra opção, não teria implorado. Mas não tinha. A hora estava avançada. Os outros restaurantes já haviam fechado, e estávamos famintos. – Deve haver algo que você possa fazer, implorei. Ele olhou para mim, então para Denalyn, e expressou um longo sinal que encheu suas bochechas. – Esta bem deixe-me ver. Ele desapareceu no guarda-objetos e emergiu com um paletó. – Vista isto, eu vesti. As mangas eram muito curtas. Os ombros muito apertados. E a cor era verde-limão. Mas eu não reclamei. Já tinha o paletó, e estava seguindo em direção à mesa. (Não conte a ninguém, mas eu o tirei quando a comida chegou). Com todo o inconveniente da noite, conseguimos um jantar maravilhoso e uma parábola ainda melhor. Eu precisava de um paletó, mas tudo que eu tinha era uma oração. O camarada era muito gentil para virar-me as costas e muito elegante para abaixar o padrão. Assim, a mesma pessoa que requereu o paletó deu-me o paletó, e conseguimos a mesa. Não foi isto que aconteceu com a cruz? Os assentos à mesa de Deus não estão disponíveis para os desleixados. Mas quem dentre nós é melhor do que isto? Rude moralidade. Desalinhado com a verdade. Descuidado com as pessoas. Nossas vestes morais estão em desordem. O padrão para sentar à mesa de Deus é alto, mas o amor de Deus para com seus filhos é ainda maior. Então Ele oferece um presente. Não um paletó verde-limão, mas uma túnica. Uma veste sem igual. Não uma túnica tirada de um guarda-objetos, mas uma túnica usada por seu filho, Jesus. As Escrituras pouco dizem sobre as roupas que Jesus usava. Sabemos o que seu primo, João Batista, vestia. Sabemos o que vestiam os líderes religiosos. Mas as roupas de Cristo não são descritas: não tão humildes para tocar os corações, nem tão glamourosas para atrair atenções. Uma referência às vestes de Jesus é notável: “Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte, e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sorte sobre ela, para ver de quem será” (Jo 19.23-24). Este deve ter sido o bem mais precioso de Jesus. A tradição judaica mandava que a mãe confeccionasse uma túnica e presenteasse seu filho como um presente de partida. Será que Maria a tinha feito para Jesus? Não sabemos. Mas sabemos que a túnica não tinha costura, feita de cima a baixo. Por que isto é importante? As Escrituras sempre descrevem nosso comportamento com as roupas que usamos. Pedro nos adverte: “cingi-vos todos de humildade” (1Pe 5.5). Davi fala que a pessoa má “se vestiu de maldição como dum vestido” (Sl 109.18). Vestimentas podem simbolizar o caráter, e , assim como suas vestes, o caráter de Jesus era sem costuras. Coordenado. Único. Ele era como seu manto: perfeição ininterrupta. “Tecida...pelo pescoço”. Jesus não era guiado por sua própria mente; e sim, pela mente de seu Pai. Ouça estas palavras: “Mas Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade, vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente” (Jo 5.19). “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo” (Jo5.30). O caráter de Jesus era de tecido sem costura desde o céu até a terra... dos pensamentos de Deus para as ações de Jesus. Das lágrimas de Deus à compaixão de Jesus. Da Palavra de Deus à resposta de Jesus. Todos em um. Todos um quadro do caráter de Jesus. Mas quando Cristo foi pregado na cruz, Ele tirou seu manto de perfeição única e colocou uma vestimenta diferente. As vestes da indignidade. A indignidade do nudismo. Despido perante sua própria mãe e amados. Envergonhado perante sua família. A indignidade da falha. Durante algumas horas repletas de dor, os líderes religiosos foram vitoriosos, e Cristo pareceu um perdedor. Vergonha diante de seus acusadores. Pior ainda, Ele vestiu a indignidade do pecado: “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que , mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1Pe 2.24). As vestes de Cristo na cruz? Pecados, seus e meus. Os pecados de toda a humanidade. Ainda me lembro quando meu pai me explicou o porquê de um grupo de homens no acostamento da estrada vestindo roupas rasgadas. “São presidiários”, disse ele. “Infringiram a lei e estão trabalhando para pagar suas penas”. Sabe o que mais me impressionou quanto a esses homens? Eles nunca olhavam para cima. Nunca faziam contato visual. Será que estavam envergonhados? Provavelmente sim. O que eles sentiam naquele acostamento da estrada foi o mesmo que sentiu o nosso Salvador na cruz, desgraça. Cada aspecto da crucificação tencionava não apenas ferir a vítima mas envergonhá-la também. A morte de cruz costumava ser reservada para os piores ofensores: escravos, assassinos, criminosos e afins. A pessoa condenada tinha de marchar pelas ruas da cidade, carregando sua cruz e levando no pescoço uma placa, que especificava o crime cometido. No local da execução ela era desnudada e caçoada. A crucificação era tão horrível como descrita por Cícero: “Que até o próprio nome da cruz fique distante, não apenas do corpo de um cidadão romano, mas até mesmo de seus pensamentos, olhos e ouvidos”. Jesus não foi apenas envergonhado diante das pessoas, mas também diante dos céus. Tendo carregado o pecado do adultério e assassinato. Ele sentiu vergonha destes atos. Embora nunca tendo mentido, Jesus carregou a desgraça de um mentiroso. Embora nunca tenha enganado, Ele sentiu o embaraço de um trapaceiro. Tendo uma vez carregado o pecado do mundo, Ele sentiu o pecado do mundo todo. Não admira que o escritor aos Hebreus tenha citado: “levando o seu vitupério” (Hb 13.13). Enquanto na cruz, Jesus sentiu a indignidade e a desgraça de um criminoso. Não, Ele não era culpado! Não cometeu qualquer pecado. E, não, Ele não merecia esta sentença. Mas você e eu éramos pecadores, cometemos pecados e merecíamos a sentença. Fomos colocados na mesma posição em que eu estava diante do maitre, nada tendo a oferecer além de uma prece. No entanto, Jesus, foi além do maitre. Você pode imaginar o anfitrião do restaurante tirando o paletó e oferecendo-o a mim? Jesus faz isto. Não estamos falando sobre um paletó menos do que o seu tamanho e esquecido. Ele oferece um manto de pureza sem costura, trocando meu malfeito paletó de orgulho, ganância e egoísmo. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3.13). Ele vestiu nossos pecados para que pudéssemos vestir sua justiça. Embora nos cheguemos à cruz vestidos do pecado, saímos da presença dela diferentes, pois Ele nos “revestiu de justiça” (Is 59.17), e “a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins” (Is 11.5), e fomos vestidos de “vestes de salvação” (Is 61.10). Na verdade, saímos vestidos do próprio Cristo: “já vos revestistes de Cristo” (G. 3.27). Não era suficiente para Ele preparar um banquete para você. Não era suficiente para Ele apenas reservar um assento. Não era suficiente para Ele cobrir os custos e prover um transporte até o banquete. Ele fez algo mais. Permitiu que você colocasse suas próprias vestes para te vestir corretamente. Ele fez isto...por você.

ELE ESCOLHEU OS CRAVOS – CAPÍTULO 8 – MAX LUCADO

AS TRÊS PENEIRAS

Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- O que você vai contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?
- Sim. A primeira é a verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa dever morrer por aí mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve antes passar pela segunda peneira: a bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade, e coisa boa, deverá ainda passar pela terceira peneira: a necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém. Melhora alguma coisa?
E arrematou Sócrates:
- Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, amigos e colegas.
Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.

"Os sábios escondem a sabedoria, mas a boca do tolo é uma destruição." Provérbios 10:14

terça-feira, 9 de março de 2010

Um pouco de Ludmila Ferber

A doçura do teu falar
http://www.youtube.com/watch?v=-hflXuds9t0

Ouço Deus me chamar
http://www.youtube.com/watch?v=QestAwnWDRk

A decisão
http://www.youtube.com/watch?v=NPEV0PsLCNA

Maior é Jesus
http://www.youtube.com/watch?v=km5dV5TLF9Q

Para orar e adorar

QUERO SER COMO A CRIANÇA
http://www.youtube.com/watch?v=swPDgYGpNkI

TÚ ÉS ADORADO
http://www.youtube.com/watch?v=rNgRx3oYEmE

ME LEVA ONDE POSSO OUVIR TUA VOZ
http://www.youtube.com/watch?v=GQaihmvuxJE

DE VOLTA A INOCÊNCIA
http://www.youtube.com/watch?v=TtniorF_of8

Orando....

Deus Maravilhosos e Fiél, Poderoso e Majestoso.
A Ti toda honra, toda glória e todo louvor.
Santo, Santo, Santo.
Seja feita tua vontade Senhor, em toda terra como no céu.
Cumpra-se o teu querer em nossas vidas.
Fortalece-nos para seguir rumo ao alvo.
Dá-nos toda sabedoria e amor para pregar a tua palavra.
Perdoa meu Pai, nossos erros, nossas faltas, tira de nós tudo que te desagrada.
Limpa nosso ser, nosso interior, dá-nos um coração igual ao teu.
Perdoa-nos quando te entristecemos, amado Espírito Santo, e nos mostra onde caímos.
Ensiná-nos a perdoar nossos inimigos, assim como o Senhor nos perdoa.
Não nos deixe cair nas tentações do mundo, livrá-nos e nos fortalece para resistir a tudo que não nos convem.
Abre nossos olhos e nossos corações para ver o que de bom há em todas as pessoas.
Santifica-nos.
Sara nossas feridas.
Fica consoco, sempre, sempre.
Te amamos Senhor, e te queremos cada dia mais em nossas vidas.
Fica, fica, fica......pra sempre.
Obrigada meu Salvador e Redentor.
Obrigada por hoje, por ontem e pelo amanhã que certamente o Senhor esta preparando para nós com muito amor.
Obrigada.
Em nome de Jesus Cristo.
Amém

Deus quer te usar.

Da próxima vez que você pensar que Deus não pode usá-lo, lembre-se que...
>NOÉ era um beberrão.
>ABRAÃO era velho demais
>ISAQUE era um sonhador.
>JACÓ era um mentiroso.
>LÉIA era feia.
>JOSÉ foi abusado.
>MOISÉS tinha um problema de gagueira.
>GIDEÃO estava com medo.
>SANSÃO tinha cabelo comprido, e era um mulherengo!
>RAABE era uma prostituta!
>JEREMIAS era joven demais.
>DAVI teve um romance e foi um assassino.
>ISAIAS pregou nú.
>JONAS fugiu de Deus.
>NOEMI era uma viúva.
>JÓ faliu.
>JOÃO BATISTA comia insetos.
>PEDRO negou Cristo.
>Os DISCIPULOS caíram no sono enquanto oravam.
>MARTA se preocupava com tudo.
>MARIA MADALENA foi, bem, você sabe ...
>A MULHER SAMARITANA tinha se divorciado ... mais de uma vez!
>ZAQUEU era pequeno demais.
>PAULO era religioso demais (baixinho, não tinha beleza, enxergava mal)
>TIMÓTEO tinha uma úlcera . E.........
>LÁZARO ESTAVA MORTO!
>... agora não tem mais desculpas.
>Deus esta esperando usar todo o seu potencial.
>EU ACREDITO QUE ELE PODE E VAI....

Selados pelo Espírito!

"Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção." Efésios 4.30
Quando aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador somos selados pelo Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade. O amor do Pai e a graça do Filho vêm até nós e criam em nós a necessidade e a sede de Deus. O Espírito Santo nos torna conscientes da presença do Senhor, alarga o nosso coração, abre os nossos olhos e nos faz experimentar da fonte de água viva, que é Jesus. Não lhe causemos tristeza! Ele não pode deixar-nos; está em nós como um selo até o dia em que formos semelhantes a Cristo. Mas podemos entristecê-lo! Diminuiu o nosso fervor? Não estamos mais percebendo a presença de Deus? Isso é porque o Espírito Santo foi entristecido. Como disse o profeta Azarias: O SENHOR está com vocês quando vocês estão com ele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, ele os abandonará (2Cronicas 15.2). Ele havia começado a nos abençoar, tínhamos progredido em oração, santidade e testemunho, depois houve uma parada. É importante que aprendamos a andar humildemente (Mq 6.8) e perto dele, tomando cuidado com os nossos pensamentos, palavras e atos, para não entristecer esse sopro divino tão sensível. Que haja em nós, finalmente, a disposição de tirar de nossos corações toda a amargura, animosidade, cólera e maledicência. Em seguida, como diz o apóstolo Paulo, sejamos benignos e sensíveis uns para com os outros (Efésios 4.32). Quando Deus tem uma benção preparada para nós, satanás se esforça para nos tirá-la completamente, por causa desses pecados contra os quais o apóstolo nos adverte. Por isso sejamos cada vez mais cuidadosos e vigilantes para vencer seus ataques. Não entristeçamos o Espírito Santo, mas cooperemos com ele na obra que em nós foi começada. Então Deus nos fará ver coisas maiores. QUE A SUA VIDA POSSA ALEGRAR O ESPÍRITO DE DEUS QUE HABITA EM NÓS.

segunda-feira, 8 de março de 2010

“NÃO TE ABANDONAREI”

A promessa de Deus na caminhada

Madeline, apenas cinco anos, subia no colo de seu pai. – Você já terminou de comer? Pergunta ele. Ela sorri e bate a mãozinha na barriga. – Não cabe mais nada. – Você comeu a torta da sua avó? – Um pedaço inteirinho!”. Joe olhou para a sua mãe, que estava do outro lado da mesa;- Parece que você conseguiu alimentar todos nós. Não pense que conseguiremos fazer outra coisa esta noite além de ir para a cama. Madeline colocou suas mãozinhas em cada lado de seu grande rosto. – Ah, papai, é noite de Natal. Você disse que poderíamos dançar. Joe fingiu um lapso de memória. – Eu disse? Não me lembro de ter dito qualquer coisa sobre dançar. Vovó sorriu, balançou a cabeça e começou a limpar a mesa. – Mas, papai – contestou Madeline – sempre dançamos na noite de Natal. Só nós dois, lembra? Então ele deu um grande sorriso que mexeu até seu grande bigode. – É claro que me lembro, como poderia esquecer? Assim ele colocou-se de pé, tomou-a pela mão e, por um momento, só um momento, sua esposa estava viva novamente, e os dois entravam em seu refúgio para passar a noite de Natal como tantas outras, dançando noite adentro. Eles teriam dançado pelo resto de suas vidas; então aconteceu a gravidez inesperada e as complicações. Madeline sobreviveu. Mas sua mãe não. E Joe, o açougueiro de Minessota, foi obrigado a criar sua Madeline sozinho. – Vamos, papai – ela balançava a mão de seu pai. – Vamos dançar antes que as pessoas comecem a chegar – ela estava certa. Logo a campainha soaria, os parentes ocupariam os espaços livres e a noite estaria terminada. Mas, por agora, havia somente Papai e Madeline.

O amor de um pai por seu filho possui uma força poderosa. Observe um casal com seu filho recém-nascido. O bebê nada pode oferecer a seus pais. Absolutamente nada. Dinheiro, habilidade, palavra de sabedoria. Se ele tivesse bolsos, estariam vazios. Ver um bebê deitado em um berço é o mesmo que observar uma total impotência. E se não houvesse amor? Quaisquer que sejam as necessidades, mamãe e papai suprirão. Apenas olhe para o rosto do bebê enquanto ela o amamenta. Olhe para os olhos do pai enquanto ele acomoda a criança em seus braços. E tente falar mal do pequeno bebê. Se for ousado o suficiente, encontrará uma poderosa força, pois o amor de um pai ou mãe é extraordinário. Jesus perguntou certa vez, se nós, pecadores, temos tanto amor, quanto mais Deus, o Pai Celestial e sem pecado, nos ama? Mas, o que acontece quando o amor não é compreendido? O que acontece ao coração do pai quando seu amor não é correspondido?

A rebeldia chegou ao mundo de Joe de forma bizarra. Quando chegou à idade permitida para dirigir, Madeline pensou ser adulta suficiente para dirigir também sua vida. E esta vida não incluía a de seu pai. “Eu deveria ter percebido antes”, diria Joe mais tarde. Ele não soube o que fazer. Ele não soube como lidar com o piercing no nariz e as camisetas apertadas. Não compreendia as noitadas e as notas baixas. E acima de tudo, ele não sabia quando falar e quando se calar. Ela, por sua vez, já tinha tudo planejado. Sabia quando falar com seu pai, nunca. Quando ficar calada, sempre. No entanto, este comportamento era totalmente diferente com o rapaz desengonçado e tatuado da rua de baixo, e Joe sabia disso. De jeito nenhum ele iria permitir que sua filha passasse a noite de Natal com aquele sujeito. – Você vai ficar conosco esta noite, mocinha. Vamos jantar na casa da sua avó e comer a torta dela. Vamos ficar em família na noite de Natal. Embora sentados à mesma mesa, eles pareciam estar em lados opostos da cidade. Madeline brincava com a comida sem dizer uma palavra sequer. Vovó tentava conversar com Joe, mas ele não estava com vontade de falar. Parte dele estava furiosa; outra parte de coração partido, e o resto dele teria dado tudo para saber como falar com a garotinha que costumava sentar em seu colo. Logo chegaram os parentes, trazendo consigo um bom final para aquele silêncio horrível. À medida que o aposento se enchia de pessoas e barulho, Joe ficava de um lado, e Madeline carrancuda, sentada do outro lado. – Coloque uma música, Joe – lembrou um de seus irmãos. E assim ele fez. Pensando que ela se sentiria honrada, ele foi ao encontro de sua filha: - Você dançaria com seu pai esta noite? Da forma como ela zangou e virou, qualquer um pensaria que ele a havia insultado. Em frente de todos os familiares, ela abriu a porta da casa e saiu a pé. Deixando seu pai sozinho. Muito solitário.

De acordo com a Bíblia, temos feito o mesmo. Temos rejeitado o amor de nosso Pai: “cada um se desvia pelo seu caminho” (Is 53.6). Paulo piora ainda um pouco nossa rebelião. Temos feito mais do que nos desviar, diz ele; temos nos voltado contra. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Rm 5.6). Ele fala ainda mais rudemente no versículo 10: “Porque, se nós sendo inimigos”. Duras palavras, não acha? Um inimigo é um adversário. Aquele que ofende, não por ignorância, mas intencionalmente. Isto nos descreve? Alguma vez nos voltamos contra nosso Pai? Você alguma vez...
-fez alguma coisa, sabendo que Deus não queria que você fizesse?
-feriu um de seus filhos ou parte da criação?
-apoiou ou aplaudiu o trabalho de seu adversário, o diabo?
-deu às costas ao nosso Pai celestial em público?
Em caso afirmativo, não fez você o papel de inimigo? Então como Deus reage quando nos tornamos seus inimigos?

Madeline voltou naquela noite, mas não por muito tempo, Joe nunca a culpou por ter saído. Além do mais, como ela se sentia sendo a filha de um açougueiro? Em seus últimos dias juntos, ele tentou com todas as suas forças. Fez seu jantar favorito, ela não quis comer. Convidou-a para ir ao cinema, ela permaneceu em seu quarto. Comprou-lhe um vestido novo, ela nem mesmo agradeceu. Então, naquela manhã de primavera, ele saiu cedo para trabalhar, a fim de poder estar de volta antes que ela chegasse da escola. Este foi o dia em que ela não mais voltou para casa. Uma amiga disse ter visto Madeline e seu namorado na estação de ônibus. A s autoridades confirmaram a compra de uma passagem para Chicago, de onde ninguém mais a encontrou.

A estrada mais notória do mundo é a Via Dolorosa, “o Caminho do Sofrimento”. De acordo com a tradição, esta foi a rota que Jesus fez do tribunal de Pilatos até o Calvário. O caminho é marcado por paradas usadas pelos cristãos para seus devocionais. Uma parada marca a passagem do veredicto de Pilatos. Outra, o momento em que Simão carregou a cruz. Duas paradas o tropeço de Jesus, outra as palavras de Cristo. No total, existem quatorze paradas, cada uma lembrando os fatos da jornada final de Jesus. Seria esta rota precisa? Provavelmente não. Quando Jerusalém foi destruída no ano 70 d.C. e novamente em 135 d.C., as ruas da cidade foram destruídas. Como resultado, ninguém conhece exatamente o caminho feito por Cristo naquela Sexta-feita. Mas nós sabemos exatamente onde iniciou este caminho. Ele começou, não no tribunal de Pilatos, mas nos átrios dos céus. O Pai começou a sua jornada quando deixou sua casa à nossa procura. Armado com nada mais do que a paixão de ganhar nosso coração, Ele veio à busca. Seu desejo era singular, trazer seus filhos para casa. A Bíblia tem uma palavra para esta questão: reconciliação. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19). A palavra grega para reconciliar significa “retribuir algo de maneira diferente”. A reconciliação inverte a rebelião, reacende a fria paixão. A reconciliação toca os ombros do inconstante e o faz retornar a casa. O caminho da cruz nos ensina exatamente quão distante o Senhor caminha para nos buscar.

O garoto desajeitado e tatuado tinha um primo. Ele trabalhava no turno da noite em uma loja de conveniência no sul de Houston. Por alguns trocados por mês, ele permitia que os fugitivos ficassem em seu apartamento durante a noite, mas eram obrigados a sair durante o dia. O que era ótimo para eles, pois tinham grandes planos. Ele seria mecânico, e Madeline só sabia que poderia conseguir um emprego em uma loja de departamentos. É claro que ele nada sabia sobre carros, e ela menos ainda sobre arrumar emprego, mas não é assim que uma pessoa pensa quando está intoxicada pela liberdade. Após algumas semanas, o primo mudou de idéia. E, no dia em que anunciou sua decisão, o namorado anunciou a dele. Madeline encontrou-se enfrentando a noite sem lugar para dormir ou mão para segurar. Esta foi a primeira de muitas noites. Uma mulher no parque contou-lhe sobre um abrigo para mendigos próximo à ponte. Por alguns trocados ela conseguiria um prato de sopa e uma cama. Alguns trocados era tudo o que ela tinha. Ela usou sua mochila como travesseiro e a jaqueta como cobertor. Madeline virou seu rosto para a parede e, pela primeira vez em vários dias, lembrou-se do rosto de seu pai ao dar-lhe um beijo de boa noite. Mas, quando seus olhos começaram a ficar marejados, ela recusou-se a chorar, empurrando as lembranças para o fundo de seu ser e determinando-se a não mais pensar em sua casa. Ela tinha ido muito longe para voltar. Na manhã seguinte a garota da cama ao lado mostrou-lhe a mão cheia de gorjetas que recebera por dançar em cima das mesas. – Esta foi a última noite que dormi aqui, disse ela. – Agora posso morar em outro lugar. Eles me disseram que estão procurando outra moça. Você deveria vir, ela procurou em sua bolsa e tirou uma caixa de fósforos. -–Este é o endereço. O estômago de Madeline embrulhou só de pensar. Tudo o que ela fez foi murmurar. – Vou pensar no assunto. Ela passou o resto da semana nas ruas à procura de trabalho. Ao final da semana, quando chegou o momento de pagar sua conta no abrigo, ela colocou a mão em seu bolso e tirou a caixa de fósforos. Era tudo o que lhe sobrou. – Não vou ficar esta noite, disse ela ao sair pela porta. A fome tem seus caminhos para amenizar as convicções.

Orgulho e vergonha. Você nunca diria que são irmãos. Eles parecem ser tão diferentes. O orgulho empinou seu peito. A vergonha pesa em sua cabeça. O orgulho ostenta. A vergonha esconde. O orgulho busca reconhecimento. A vergonha busca ser evitada. Mas não se engane, as emoções possuem a mesma parentela. E as emoções têm o mesmo impacto. Elas o afastam de seu Pai. O orgulho diz: “Você é muito bom para ele”. A vergonha diz: “Você é muito ruim para ele”. O orgulho o afasta. A vergonha o mantém afastado. Se o orgulho precede à queda, então a vergonha é o que impede de levantar-se após a queda.

Se Madeline sabia alguma coisa, era dançar. Seu pai a havia ensinado. Agora homens da idade dele a assistiam. Ela não percebeu, nem pensou nisto. Madeline simplesmente fez seu trabalho e pegou o dinheiro. Ela pode nunca ter pensado sobre o assunto, a não ser pelas cartas trazidas pelo primo. Todas endereçadas a ela. Todas de seu pai. – Seu antigo namorado deve ter fofocado sobre você. Elas chegam de duas a três vezes por semana, reclamou o primo. Dê a ele o seu endereço. Ah, mas ela não podia fazer isso. Ele a encontraria. Ela tampouco pensava em abrir os envelopes, pois já sabia seu conteúdo: ele queria que ela voltasse para casa. Mas se ele soubesse qual era o seu trabalho, não estaria escrevendo. Parecia ser menos doloroso não lê-las. Assim pensou ela. Não as leu naquela semana, nem na semana seguinte, quando seu primo trouxe mais, tampouco na seguinte, quando tudo se repetiu. Ela as guardava no armário da boate, organizadas de acordo com as datas em que foram postadas. Ela corria os dedos pelas bordas de todas elas, mas não conseguia abrir uma sequer. Durante a maioria dos dias, Madeline conseguia entorpecer suas emoções. Pensamentos de sua casa e pensamentos de vergonha caíam juntos no mesmo lugar em seu coração. Mas havia momentos em que seus pensamentos eram muito forte para resistir. Como no dia em que ela viu um vestido na vitrine de uma loja, da mesma cor que seu pai havia lhe dado. Um vestido muito simples para ela. Com muita relutância ela o vestiu em frente ao espelho, ao lado de seu pai. – Mas você esta quase da minha altura, disse ele. Ela havia se esquivado ao seu toque. Notando sua face abatida refletida na vitrine da loja, Madeline percebeu que daria mil vestidos para sentir seus braços novamente. Ela saiu da loja e resolveu não passar mais por ali. No momento certo as folhas caem e a temperatura abaixa. O correio chegou, o primo reclamou e o estoque de cartas cresce. Ainda assim ela se recusava a mandar-lhe seu endereço, como também a ler as cartas. Então, alguns dias antes da noite de Natal, outra carta chegou. Mesmo tamanho, mesma cor. Mas esta não tinha o selo do correio. E não havia sido entregue por seu primo. Havia sido colocada em sua penteadeira. – Há alguns dias um homem grande passou por aqui e pediu que eu entregasse isto a você, explicou uma das outras dançarinas. – Disse que você iria entender a mensagem. – Ele esteve aqui? Perguntou ansiosa. A mulher levantou os ombros. – Suponho que sim. Madeline engoliu seco e olhou para o envelope. Ela o abriu e removeu o cartão. “Sei onde você está”, lia-se, “sei o que você faz. Isto não muda o que sinto. O que eu disse nas outras cartas ainda é verdadeiro”. – Mas eu não sei o que você disse, declarou Madeline. Ela pegou uma carta do topo da pilha e leu. Então a segunda e a terceira. Cada uma delas possuía a mesma frase. Cada sentença fazia a mesma pergunta. Em questão de segundos o chão estava coberto de papéis e seu rosto cheio de lágrimas. Após uma hora ela estava no ônibus. “Tenho que chegar a tempo.” Os parentes estavam começando a sair. Joe estava ajudando a vovó na cozinha, quando seu irmão o chamou do subitamente silencioso aposento. – Joe, tem alguém aqui que quer vê-lo. Joe saiu da cozinha e parou. Em uma mão a moça carregava uma mochila, na outra um cartão. Joe viu a pergunta em seus olhos. – A resposta é sim, disse ela ao pai. – Se o convite estiver de pé a resposta é sim. Joe mal podia acreditar. – Oh, meu convite esta de pé! Então os dois dançaram novamente na noite de Natal. No chão, próximo à porta, havia uma carta com o nome de Madeline e a pergunta de seu pai. “Você viria para casa e dançaria novamente com seu papai?”
ELE ESCOLHEU OS CRAVOS – Max Lucado – capítulo 7